
A quem votou e ajudou divulgando o poema “Coisa de Pele”, o nosso obrigado, valeu mesmo...Eu, Cacinho e o Edu, agradecemos...de coração e alma...
A quem ainda passa por aqui apesar da minha ausência, o meu obrigado pela amizade e compreensão...
Saudade de interagir com a galera, mas o dever me chama.
Em dezembro estou de volta...fim da correria.
Um abraço na alma de todos, um beijo e um queijo...valeu...
Elcio Tuiribepi
Opções remanescentes de um outubro quase transparente
Acredito que eu não seja outro, senão eu mesmo sem querer
Feito o dia ao despedir-se da noite com a certeza que me leva
Assim clarividente, sem almejar recordar do suposto futuro
E talvez seja por isso que eu entenda já não compreendendo
As inquietudes adornadas que enfeitam meus silêncios
É que acredito que seja humano todo esse inevitável parecer
Tão humano que considera qualquer coisa que também o seja
De alguma forma mais humana que a própria existência humana
Tanto que às vezes sublima e se vê sem ao menos perceber
Ou se percebe, o faz sem querer, devido a sua compreensão inalterada
Ainda bem que a verdade que ora me confunde e atormenta os olhos
Também faz transbordar em minha alma uma correnteza
Que inunda em pensamentos desconexos a minha outra sede
Portanto, nunca deixo de amanhecer água e de súbito
Um quase todo que ainda me inocenta das fontes cristalinas que se foram
Porque apesar de tudo, em meu leito correm vagas transparências
Que ainda me levam como folha ao encontro do mar
Por isso não me prendo e nem me iludo com o inesperado
Pois ele na verdade era o mais esperado de todos
Prefiro então lembrar do agora e desse transitório
Que de tão permanente, não se desfaz
Sendo assim, absorvo conclusivo, a realidade ilusória dessa paisagem poética
Pois não existe a possibilidade de encontrar respostas convincentes
A não ser em mim mesmo, ainda agora neste breve instante
Já que acordar para a realidade, só não o faz, quem assim não deseja
Portanto, que a clareza continue pétala por pétala a me descer dos olhos
Clareando em mim a mais intrínseca concepção
Sobre as mais relativas nuances da vida
Isso sem contar com o replantio anônimo dos grãos
Que se encontravam perdidos nos desvãos submersos de ontem e de hoje
Por isso me rendo aos sinais vermelhos de outubro
Pois de fato, setembro me arrebanhou anseios insensatos
Fez renascer primaveras e tudo o mais que havia a sua volta
Mas agora chegou a hora de recolher as flores, suavizar as tempestades
E acalmar as ventanias que me rondam
Sendo assim, só me resta mergulhar para dentro de mim
Rebuscando nas palavras o ponto mais sensato de todos os pontos
E assim fazer adormecer algumas de minhas mais reticentes reticências
É que de tanto me indagar sobre as minhas próprias interrogações
Acabei ficando sem argumentos sustentáveis
Perante esta insólita e eventual desarmonia organizada
Pois todo este quase ainda é muito, muito pouco
Para que eu compreenda o sabor do inatingível
Portanto, que a primavera continue flor
Florescendo, cativando e encantando
Os olhos, o coração e a alma
De toda a nossa gente






