sábado, 8 de novembro de 2008

FUGA


Olá pessoal, como havia dito, aí está o segundo poema-filme.
Neste falo sobre o comportamento inesperado do Florentino Ariza, que já com seus trinta e poucos anos, ainda virgem a esperar por Fermina, acaba sendo seduzido, ou melhor dizendo, estuprado por uma mulher misteriosa dentro da cabine de um navio. Daí em diante sua vida toma outros rumos e por incrível que pareça, no decorrer dos anos, ele tem casos com nada mais nada menos que 622 mulheres. Sendo que dentre as 622, acontece uma paixão com final trágico. Fiz as contas e dá uma média de um caso a cada 20 dias mais ou menos...rsss...

Um fato que me chamou a atenção é que se a história do filme se desenrolasse nos anos 90, com certeza o título seria “Amor nos tempos da AIDS” e provavelmente o nosso Florentino, levando uma vida tão promíscua, não chegaria ao final tão esperado..rssss

Fuga

É porque o sonho não vingou
De tão real e consciente
Que eu agora planto risos
Risos soltos e valentes

É porque o sol não acordou
De tão frio e indiferente
Que eu agora beijo luas
Luas cheias e crescentes

É porque o céu não azulou
De tão cinza e indolente
Que eu agora busco estrelas
Estrelas guias e regentes

É porque o vento não soprou
De tão fraco e complacente
Que eu agora guardo brisas
Brisas loucas e calientes

É porque a flor não perfumou
De tão seca e tão ausente
Que eu agora colho versos
Versos brancos e envolventes

É porque a chuva não molhou
De tão fina e intermitente
Que eu agora rego a alma
Alma nova e revivente


Abaixo deixo algumas críticas que variam de acordo com a sensiblidade cinematográfica de cada um. Grande abraço para todos...bom final de semana.

"A direção de arte e os figurinos são primorosos, e retratam com requinte um período que engloba o final do século XIX e o começo do século XX. "

"A maquiagem e o processo de envelhecimento dos personagens também são bons, com algumas exceções. Ainda assim, na telona, O Amor no Tempo do Cólera não possui a mesma força dramática da obra original."

"Talvez algumas coisas simplesmente fiquem melhor no papel do que na tela. Pode ser que a explicação seja simples assim."

"O elenco é bom, com destaque para o intenso Javier Bardém – e sua incrível capacidade de conferir veracidade a qualquer personagem - e nossa diva Fernanda Montenegro como sua mãe também arrasa."

"Adaptar grandes romances de grandes autores, como o nobelizado Gabriel García Marquez, é um sempre um risco que produtores e realizadores correm: a comparação entre o livro e o filme é inevitável." Mas ainda assim compensa vê-lo."

"Mike Newell arriscou e ganhou, dando-nos um belíssimo filme que dignifica a obra do imortal escritor colombiano. Com uma excelente fotografia e uma banda sonora interessante"

7 comentários:

  1. Enveredando pelos caminhos da crítica? que legal!
    E, no poema, como sempre a beleza, beleza de se fazer da flor seca a colheita de muitos versos.

    Bom final de semana para você também
    Beijo

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  2. certo, sinta-se a vontade... é ótimo saber que existem escritores assim como você, no lugar do lápis, escrevem com a alma...

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  3. ...tudo que é feito com amor,
    gera aplausos merecidos.

    e aqui não seria diferente, não é?

    muahhhhhhhhhhhhh

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  4. Tá, estou convencida
    Agora tenho que assistir esse filme!
    Lindo demais esse seu poema.
    Que bom que vc inspira meus dias...
    Bjs

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  5. O Amor nos Tempos do Cólera é um dos livros mais lindos que já li. O filme também é bom, apesar de ser impossível transpor a mágica, a força e a sensibilidade de Garcia Marquez para onde seja.

    Lindo seu poema e obrigada pela visita.

    Ana Paula

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