segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ANSEIOS


O que mais o ser humano procura senão a própria felicidade, claro que cada um a sua maneira, cada um com seus desejos e formas de ver e encarar a vida, cada qual buscando aquilo que mais precisa seja interiormente ou exteriormente. Felicidade é um estado de espírito, é um bem-querer não só a si mesmo, mas a todos que estão ou não a sua volta, é o fazer bem sem olhar a quem...Não espero que 2009 seja diferente, espero que a mudança comece dentro de mim, dentro de todos nós.
“HERRAR É UMANO”...se alguma coisa te aborreceu neste ano que passou, apague, vire a página. Se não dá para fazer isso, busque uma outra saída, um novo caminho. Invente, renove, enfrente os próprios medos, pois se não dá para tirar as pedras do caminho, empurre-as para o lado e siga em frente, a vida não para e nem espera pela gente.
PESSOAL, UM FELIZ VIVER NOVO PARA TODO MUNDO E SUAS RESPECTIVAS FAMÍLIAS.
OBRIGADO PELAS PALAVRAS SEMPRE DE INCENTIVO, UM ABRAÇO NA ALMA DE TODOS.
VALEUUUUUUUUUUUUU!!


ANSEIOS

QUE O ANO NOVO COMECE ASSIM
COM UM NÃO SEI O QUE DE ESPERANÇA E ALEGRIA,
COM O SOL AFLITO A ENTRAR PELAS JANELAS
QUE NEM PRIMAVERA A ESPERAR PELO VERÃO
ASSIM, FEITO O SILÊNCIO DA MANHÃ ESPREGUIÇADA
EMBALADA PELO CANTO DAS CIGARRAS
ASSIM, FEITO O BRILHO DA LUA ENFEITIÇADA
ENCANTADA PELO AMOR DOS NAMORADOS
QUE O ANO NOVO ENTÃO COMECE ASSIM
COM UM NÃO SEI O QUE DE VIBRAÇÃO ANTECIPADA
COM UM NÃO SEI O QUE DE NÃO TER FIM A MADRUGADA

domingo, 28 de dezembro de 2008

SONHAR-ME


SONHAR-ME


QUASE SEMPRE ME SONHO

TODOS OS DIAS, A TODO INSTANTE

SONHO-ME NO PASSADO

SONHO-ME NO FUTURO

E ATÉ MESMO NO PRESENTE

E SE ACORDADO, VIAJANTE

PERCO-ME...

sábado, 27 de dezembro de 2008

A AMORA



Olá pessoal, gostaria de agradecer os selos recebidos pela Serena, Tossan e Tatiana, além do post-homenagem da Luciana com a letra de "Vento no Litoral". Valeu mesmo pessoal! Andei meio enrolado e com uma gripe daquelas que me derrubou, mas já estou melhorando. A postagem de hoje vem com o poema que ganhei do poeta Max da Fonseca, meu amigo invisível em uma brincadeira que participei. Valeu Max! É isso...um abração para todo mundoooo...






A AMORA
(A Elcio Tuiribepi)

De olhar preciso e implacável,
ele marca.
Seja pela fala estranha e conturbada
que denomina gromelô,
ou pela palavra da alma
que o caracteriza poesia.

De retrato inacessível
e paixões irrevogáveis,
nas passagens que me cabe,
observo um corpo atento;
isento do caos que predomina.

Sua vitrola está cansada
de um Chico, Milton, Zeca, Zé...
(Um qualquer que não esqueça
o que humanidade quer dizer.)
-isso muito me apetece!

O meu olhar tão desprovido,
descabido de percepção,
não me permite maiores descrições...
Me perdi em tantos sons,
e já estou mudo em minha solitude.

A amplitude que o cabe é vasta
e me basta uma certeza, a que me marca:
Versejo no colorsol pintado pela aurora,
E no seu pé de nostalgia, a amora
lidera seu baralho de desejo.

(Max da Fonseca)

sábado, 20 de dezembro de 2008



Todos os anos a esperança se renova no coração daqueles que acreditam que ainda possa existir um mundo melhor, no coração dos desesperançosos...dos inacreditáveis...dos que também acreditam, que o espírito do Natal ainda possa transformar pequenos sonhos em grandes realidades e que se faça presente sempre não só no coração, mas também na alma do ser humano.

Feliz Natal pessoal...de coração e alma...Elcio Tuiribepi





Sonho de Natal

Primeiro transformaria todas as nuvens em algodão doce
Cortaria os arco-íris em forma de pirulito e distribuiria para todas as crianças carentes no mundo
Trocaria o céu pelo mar e convidaria todas elas para que fossemos nadar ao lado das estrelas
Aí se resolvêssemos pescar neste mar de estrelas, ao invés de peixes
apanharíamos em nossas redes, luas, planetas e meteoros incandescentes
Sendo assim, a chuva seria um tanto salgada, é verdade...
Em compensação nas tempestades, ao invés de granizos, choveriam cardumes de peixes
e todos iriam se alimentar, seria o milagre dos peixes materializando-se novamente
Guardaria as folhas soltas do outono e delas tiraria o verde para dar àqueles que perderam a esperança
Pegaria o sol, colocaria embaixo do braço e levaria para os que conhecem apenas a noite, o frio e a falta do calor humano
Bateria os braços e voaria como as gaivotas para poder visitar hospitais, orfanatos e asilos levando meu carinho
Teria sempre no bolso uma porta mágica, para que eu pudesse entrar no coração dos que tem tristeza
e assim deixar um pedacinho do meu amor fraterno
Plantaria um pé de feijão que me levasse aos céus
e de lá pularia para poder abraçar o vento e trazer dele a boa nova a todos que necessitassem
Então quando eu acordasse deste sonho, leria nas manchetes do jornal:
Extra! Extra! Acabou a fome no mundo e não existem mais pessoas tristes e carentes na face da terra...Milagre! Milagre...
Ah...se eu pudesse transformar os sonhos em realidade.
Ser alimento e não somente brisa...
Ser apenas coração e não simplesmente razão
Ah...que bom seria se eu pudesse ser um super-herói
E não apenas um ser humano...
Ah...se eu pudesse...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Amora me lembra infância, que me lembra inocência, que me lembra...lembrança.


Amora me lembra infância, que me lembra inocência, que me lembra...lembrança.


Já era quase noite
quando não mais dei por mim
não que fosse um lampejo
ou um espontâneo convite a poesia
de fato era apenas uma intermitente lembrança
uma silente e contida miragem
que esporadicamente me sorria
ao tatuar impressões em meus sonhos
logo lembrei do suave calor
que o sol solidário empresta as manhãs
lembrei das lareiras a esperar pelo frio,
do estalo da lenha querendo queimar
e do vinho que ainda nem bebi
isso bastou para que eu esquecesse
de todas as minhas claras certezas
então desprovido de limites e fronteiras
derrubei as barreiras do tempo e do espaço
fiz voltar uma a uma todas as datas
rasgando sem pena os calendários
além de atrasar todos os relógios
mas, nem assim o tempo recuou
as flores continuaram a colorir a primavera
os ventos tornaram a se assanhar nas tardes do outono
e a neve teimosa ainda insisti em rondar os meus cabelos
sorte que o sol continua entrando pela minha janela
e me dando bom dia no café da manhã
mesmo assim, hoje resolvi continuar de olhos fechados
tentando fazer perdurar um pouco mais
a permanência daquele instante
no entanto a tentativa foi em vão
pois era mesmo hora dele partir
tanto que lentamente foi sumindo
desaparecendo passo a passo,
sem ao menos olhar para trás
no horizonte frio do asfalto
melhor acordar, levantar, saborear meu café da manhã
e semear poemas nos jardins da alma
talvez não seja mesmo época para se colher amoras

domingo, 14 de dezembro de 2008

Amanhecência




Amanhecência


Se um dia a escrita se for
acredite, ela teve vida longa
apesar das tantas incertezas
mesmo assim, fez dormir outonos
e pariu inconstantes primaveras
até que transformou-se em poema
portanto, se por acaso a escrita realmente se for
inútil será tentar procurá-la
pois ao perder-se de si mesma
teve sua natureza alterada
sendo assim, talvez nunca mais se reencontre
nem mesmo nas empoeiradas páginas dos velhos poemas
por isso, contemple-a, tão somente
no azul da chama que ainda teima em queimar
dentro dos escombros celestes de sua alma
sem dúvida, ainda é uma chama azul e genuína
apenas se recolheu diante a escassez da emoção
ao permitir-se madurar-se ainda verde
na amanhecência óbvia da razão
é que sabedora de seu destino
tornou-se a contragosto contraditória
apesar das concebidas primaveras
agora resta apenas uma saída
que seja convocada como testemunha
a minha própria palavra
aquela que já se havia precedido
antes mesmo da concepção dos fatos
para que seja rejeitada a ata
aí então, rasgo-a e dou como ainda inacabada esta sessão
como a esperança é a penúltima que morre, por último ficaram os sonhos
esses sim, permanecem vivos e inalterados, porém, não mais inocentes
Ah...só uma perguntinha infantil...
Alguém poderia me informar onde posso encontrar um genuíno pé de amora?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Entrelinhas


Entrelinhas


Qual será o destino da minha palavra?

Se ela tem um jeito de gente da terra

Se ela tem o sim das coisas mais simples

E a sede da sede da sede dos rios

Mas qual será o destino da minha palavra?

Se ela guarda em algum canto seu encanto

Se ela colhe versos em suas entrelinhas

E o sentido incontido dos mais inocentes

Mas qual será o destino da minha palavra?

Se ela traz em seu íntimo a crença dos ventos

Se ela pinta de branco as nuvens mais negras

E de azul a tristeza mais triste que há

Mas qual será o destino da minha palavra?

Se ela aflora em busca de uma verdade

Se ela grita em silêncio as próprias dores

E o eco das palavras que se foram

Mas qual será o destino da minha palavra?

Se ela tem a fome da fome dos sonhos

Embarcando docemente a todo instante

Bem dentro da minha alma

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

VIDA


Fala galera, vi no blog do Lino ( link na minha lista) que no dia 10 terá blogagem coletiva sobre Direitos Humanos, quem quiser participar...fique a vontade...um abraço galera...



VIDA


Ela vive entrelaçada a cada impulso que nasce dentro da gente

Às vezes se faz cúmplice de nossos anseios mais ocultos

Em outras é apenas palco de nossas esperanças mais absurdas

Só sei que depositamos nela uma carga imensa de desejos

Aqueles que são impossíveis, e que nunca se realizam

Talvez por nossa culpa ou quem sabe por capricho do destino

Este que com certeza sabe muito mais que nós mesmos

Este que nos surpreende ao fingirmos não enxergar o óbvio

Não sei...só sei que nada sei diante do que vejo e pressinto

Pois sou parte deste mistério ainda não decifrável, sou engrenagem

Que ainda almeja ir além, que ainda sonha com o inusitado

A que carrega no peito a chama da coragem sempre acesa

Para poder iluminar a vida diante os caminhos mais obscuros

Esses que nos levam a ruas imprevisíveis, onde dormem as esquinas solitárias

e os becos sem saída...

Ahh...mas a vida é assim mesmo, mistério inacabado enquanto não nascemos para a morte

Mas também é sorriso aberto, é abraço apertado, é dádiva, é doação

É até perdão incondicional, onde não se delimitam fronteiras para se praticar o bem

Na verdade o que vale e o que ainda edifica, é esse eterno bem querer que mora dentro das pessoas de bem

Esse dom de doar-se além de todas as expectativas

Essa coragem solidária que vive enfrentando intermináveis contratempos

De forma tão surpreendente, que extrapola os próprios limites

Por isso, cuidado com esta caixinha tão surpreendente chamada vida

Que muda a cada instante, usando táticas para testar nossos limites

Nosso coração , nossa alma e nossa perseverança

Portanto, trate-a com carinho e respeite suas decisões imutáveis

Olhe-se, compreenda-se, perdoe-se, aceite-se, sinta-se e ame-se

Como se não houvesse um amanhã

Pois nunca saberemos o que nos aguarda no futuro

Nem ao menos saberemos se o nosso hoje, será amanhã o nosso ontem

Afinal, esta dúvida ainda é a nossa única e verdadeira certeza...

Carpe Diem...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Tem canções que são assim...este poeminha nasceu, assim que ouvi uma música do Sylvio Rodrigues, desculpa, mas não sei nem o título...rssss... só sei que os acordes da introdução me fizeram arrepiar...Um abraço pessoal...bom domingo e boa semana para todos...


Canção
Fecho os olhos
E por instantes silencio
E é na canção que em mim tardia
Que o vento invade
Trazendo intensa
Em minha alma
A emoção
Que me arrepia

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Beijo roubado

Só para relaxar, frase inspirada numa lambida que levei da Aila, uma labrador super bagunceira, extremamente simpática, brincalhona, alegre e terrível com tudo que dá bobeira a sua frente. Haja paciência...rssss...mas, aquele olhar meio triste, meio que pidão, amolece o coração da gente.
Um abraço galera...prova hoje a noite...rssss...a pior de todas...estava estudando e resolvi dar um refresco para o tico e o teco...que já estão ficando bastante cansados...a vida segue...como pode...valeuuuu...
A partir de sexta...liberdadeeeeeeeeeeeeeee......rsssss...se Deus quiser...rsss...


Beijo roubado

O que é um beijo roubado
Senão um quase assalto
quase solicitado...