sexta-feira, 30 de janeiro de 2009




Queria agradecer ao amigo Tossan pelas fotos cedidas, diga-se de passagem, menino de coração e alma, fotógrafo, poeta e gente...gente como a gente...Um abraço na alma e um ótimo final de semana para todo mundo...

Feito a seis mãos, e agora oito, graças as fotos do Tossan, o poema "A Noite" também virou canção.

A Noite

O vento não me traz respostas
Nem a vida inventa o vendaval
A noite só me traz o pranto
Quando a vida veste o temporal

O tempo não desfaz os medos
Nem a vida ensaia o racional
A noite só me traz encantos
Quando a vida em versos te faz casual

A lua não completa o céu
Nem a vida enfeita a alma
A noite só me traz estrelas
Quando a vida veste a calma

O mar não me traz saída
Nem a vida espalha os seus sabores
A noite só me traz janelas
Quando a vida nelas debruça as dores

A noite não me traz a vida,
o vento, o tempo, a lua ou o mar
Traz o sonho que não é certeza
e as estrelas que ainda vão brilhar


Elcio Tuiribepi
Wanderson Lana
Eduardo Ribeiro Pinto
e Tossan


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Um breve rascunho do humilde Teorema de Tuiribepi


Um breve rascunho do humilde Teorema de Tuiribepi
(Gostei muito desse titulo...rs)

Bati na porta
Tentando acordar o poema
Mas ele ainda dormia
Tentei abrir
Mas quando percebi
Já era tarde
É que eu não tinha a chave
E nem tão pouco a completude
Que por fim aglutinasse
Seus mais urgentes anseios
Entendedor de suas querências
Emudeci diante a certeza eloqüente
Da palavra por ele não proferida
Ainda assim, transfiro versos
E me abasteço de palavras
Ainda assim, me faço poema
Sem saber significar
Sem saber como provar
O meu humilde teorema
Sendo assim, só uma resposta me vem...
É que aqui, é assim...

domingo, 25 de janeiro de 2009


Obrigado Márcia pelo poema dedicado ao Verseiro e aos tantos outros blogs que fiz questão de ler. Valeu também Renata e Tatiana por mais um selo. Valeuuuuu...só enfeitando a parede do blog com os presentes dos amigos...rs...


Bom, este post saiu a pedido do meu irmão Cacinho.
( http://animadodesenho.blogspot.com) após ter contado a ele sobre esta estória verdadeira, relatada no livro “QUAL É A TUA OBRA” de Mário Sérgio Cortella, que estou tendo o prazer de ler.
Ahhh...a imagem é do Cacinho também...um beijão Cacinho...valeuuu

Sábios Xavantes ( em 1974)

Dois índios Xavantes foram convidados para visitar a cidade de São Paulo, numa época em que eles não usavam o dinheiro como meio de qualidade de vida. Para eles, qualidade de vida era alimento, porque era o jeito de garantir a sobrevivência.
Boquiabertos com a Avenida Paulista, andaram de metrô e ficaram pasmos com a velocidade daquele transporte. Foram no shopping e ficaram intrigados com tantos espelhos, pois comentaram: Se você esta consigo mesmo a todo instante, por que iria querer se ver?
( Achei isso o máximo).
Foram ao mercado municipal e assim que entraram ficaram pasmos. Pilhas de alfaces, tomates, cenouras, laranjas, bananas e etc. O olhar deles era o mesmo caso nós tivéssemos entrado no cofre do Banco Central.
De repente um deles viu uma coisa que talvez nenhum de nós fossemos capazes de observar, ou talvez apesar de ver, não comentássemos.
O QUE ELE ESTÁ FAZENDO? e apontou para o menino negro que no chão pegava alface pisada, tomate estragado, batata moída, laranja podre e colocava num saquinho, pois para nós aquilo seria normal...NORMAL?
Ah...respondi: Ele está pegando comida...
NÃO ENTENDI.
POR QUE ELE ESTÁ PEGANDO COMIDA ESTRAGADA DO CHÃO, SE TEM PILHAS E MAIS PILHAS DE COMIDA BOA?
È que ele não tem dinheiro?
NÃO TEM? POR QUE NÃO TEM DINHEIRO? Indagava o cacique.
Por que ele é criança...E O PAI DELE TEM?
Também não...NÃO ENTENDI, POR QUE VOCÊ, QUE É GRANDE TEM, E O PAI DELE, QUE É GRANDE, NÃO TEM?
DE QUAL PILHA VOCÊ COME? DESSA DAQUI OU A DO CHÃO?
Dessa daqui.
POR QUÊ? “Sabe o que é? É que aqui é assim mesmo...
VAMOS EMBORA...
E foram, não do Mercado Municipal, mas de São Paulo, e deixaram para sempre na minha memória, a seguinte frase:
“ VAMOS EMBORA...ELES SÃO SELVAGENS”
“ ELES NÃO SÃO CIVILIZADOS”

Se eles tivessem sido criados em alguma de nossas famílias, em algumas de nossas igrejas, ou freqüentado algumas de nossas escolas, achariam tudo isso normal...

NORMAL?

Galera, já li e reli esse texto várias vezes, e fica latente a forma como encaramos as coisas hoje em dia...
Tudo passa de certa forma a ser normal, embutido em nosso cotidiano.
Bala perdida, assaltos, violência, corrupção e a nossa cegueira consentida diante de tudo isso...


Na verdade isso é uma afronta a nossa base ética e aos nossos valores que vão se apequenando na correria em que vivemos.
Mas, é que aqui, é assim...


"NÃO ESPERE NENHUMA RESPOSTA, SENÃO A SUA!!!" (Bertold Brecht)

Valeu Cacinho, roubei esta frase lá...rs...um abração

Replantio

Ainda há espaço e tempo
Minh’alma é fértil
Traga a semente
Adubo e terra
e algumas gotas de poesia

Que a gente possa renovar sempre dentro da alma da gente, essas palavras, e que a ternura esteja sempre presente, apesar da rudeza do asfalto.

Valeu galeraaaaaaaaa...bom domingão para todo mundooooooooo!!!
Um abraço na almaaaaaaaa!!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Só sei que foi assim...

Rompeu o silêncio com suas supostas soluções imaginadas
e como avalanche, protagonizou-se
soterrando idéias, sentimentos e sensações
vomitou-me com palavras e eclodiu-se em simultâneas explosões
abrindo feridas e rasgando as gentilezas
então, já quase sem ar, meu pulmões sufocaram
os rins paralisaram diante a rudeza fria
e meu estômago se desfez em náuseas
deixando a alma triste e silenciosa
mesmo assim, arregacei as mangas da compreensão
e encouracei as paredes do meu coração
apesar das úlceras ainda expostas, implorarem por uma reação
pois contínua, a avalanche ainda vociferava palavras de ordem
rotulando sentimentos que nunca foram seus
até ultrapassar as fronteiras do impronunciável
como se soubesse de todos os meus invernos
e dos meus mais longínquos outonos
explicitando as suas impressões em repetidos vômitos
como se soubesse das coisas do mar, do azul e do brilho das estrelas
como se fosse íntima dos segredos do céu e da terra,
do sol e da lua, dos ventos e das brisas, das flores e dos espinhos
do certo e do errado, do bem e do mal e ainda das amoras
apesar disso, alma de silêncios e emoções incompreendidas
prestes a surtar devido a verborragia quase enlouquecida
verbalizei-me equilíbrio ao ponto de quase sublimar enraivecido
porém, reflexivo, precisava urgentemente mandar alguém para...
foi quando liguei para a minha pobre vítima
e educadamente pedi que pressionasse o telefone em seu ouvido
até que disparei...
Bem, esta parte achei melhor retirar...não vale a pena...é até engraçada...ahh
mas, já passou...valeu pessoal...boa sexta-feira para todo mundo

terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Águas de maio

O verbo transbordar
Transbordou na poesia
Inundou tantas palavras
Afogou meus sentimentos

E eu tão só na correnteza
Sigo as águas em silêncio
Sou enchente da minh’alma
Chuva intensa e ventania

Com certeza as formigas trocm idéias...só bobagem...


Desculpem o tamanho da bobagem...mas, sei lá...resolvi postar esta bobagem...se tiver algum erro, perdoem, mas nem reli direito...valeuuuuuu

“Somos todos um, apesar de sermos tantos”...caramba...essa saiu agora...um abraço na alma


Com certeza as formigas trocam idéias

Ontem pensando na vida, pude constatar que as formigas trocam idéias.
É verdade...estava eu fazendo uma das minhas necessidades fisiológicas ( Estava escrevendo um poema, só isso...rs) quando de repente avistei um comboio de Polyergus Rufescens indo em direção à uma pequena fresta na parede da varanda. Reparei que enquanto umas iam, outras voltavam apressadas. Mas, quando se encontravam uma falava no ouvido da outra ( será que elas possuem ouvido? Sei lá. ) como se estivessem trocando alguma informação. Sendo assim fiquei de bobeira pensando nos diálogos, que na hora imaginei ser assim:

Formigas traficantes
Cara...a casa caiu, uma blitz feita por tamanduás da federal, apreendeu toda a nossa carga e ainda exterminou com nossas companheiras. Acho melhor voltarmos.

Carregamento abandonado
Corre amigo, um carregamento de folhas verdes foi abandonado ontem à noite pelas Polyergus Rufescens devido a um forte temporal, se você andar depressa ainda pode conseguir alguma coisa para o jantar. Valeuuuu...fuiiii...

Amigas
Oi amiga, tudo bem?
Tudo ok! E a família como está?
Vai bem, com certeza...as meninas estão todas crescidas e já namorando. É a vida né! Um feliz natal e um próspero ano novo para vocês todos viu!
Igualmente...beijo...a gente se vê amiga.

Amigos
E aí, quando é que vamos tomar aquele chopp no bar do Ecitron Burchelli? Ouvi dizer que lá agora fica show de bola, eles andam fazendo tira-gosto com uns tais fungos que são uma delícia.
Ahhh...marca com a galera e me avisa ok...um abraço.

Desempregado
Corre rapaz, porque a fila está enorme, a rainha está contratando operários para todas as frentes de serviço, mas as vagas não são muitas...anda, vai em frente e boa sorte...
Obrigado pela dica...fuiiii

Acho que é por aí, claro que cientificamente há controvérsias, mas prefiro a minha tese...rsss
Valeu galera, quem quiser ler a tese científica...basta continuar a leitura..rssss...valeuuuu

Comunicação
As formigas se comunicam geralmente por uma química chamada feromonas, esses sinais de mensagens são mais desenvolvidos na espécie das formigas que em outros grupos de himenópteros. Como as formigas passam a vida em contato com o solo, elas deixam uma trilha de feromônio que pode ser seguida por outras formigas. Quando uma obreira encontra comida ela deixa um rastro no caminho de volta para a colônia, e esse é seguido por outras formigas que reforçam o rastro quando elas voltam à colônia. Quando o alimento acaba, as trilhas não são remarcados pelas formigas que voltam e o cheiro se dissipa. Esse comportamento ajuda as formigas a se adaptarem à mudanças em seu meio. Quando um caminho estabelecido para uma fonte de comida é bloqueado por um novo obstáculo, as obreiras o deixam para explorar novas rotas. Se bem sucedida, a formiga retorna e marca um novo rastro para a rota mais curta. Trilhas bem sucedidas, são seguidas por mais formigas, e cada uma o reforça com mais feromônio (as formigas seguirão a rota mais fortemente marcada). A casa é sempre localizada por pontos de referência deixados na área e pela posição do sol; os olhos compostos das formigas têm células especializadas que detectam luz polarizada, usados para determinar direção. As formigas usam feromônio para outros propósitos também. Uma formiga esmagada emitirá um alarme de feromônio, o qual em alta concentração leva as formigas mais próximas a um furor de ataque; e em baixa concentração, as atrai. Para confundir inimigos, várias espécies de formigas também usam feromônios, que os fazem lutar entre eles mesmos
Como outros insetos, as formigas sentem o cheiro com longas e finas antenas. As antenas têm como cotovelos ligados ao primeiro segmento alongado; e visto que vêm em pares-como visão binocular ou equipamento de som estereofônico elas obtêm informações sobre direção e intensidade. Quando duas formigas se encontram, tocam as antenas e as feromonas que estiverem presentes fornecem informação sobre o estado de alimentação de cada uma, o que pode levar à trofalaxia, ou seja, uma delas regurgita a comida para a outra.

domingo, 18 de janeiro de 2009


“Que eles não me possam ler”

Às vezes tento decifrar os enigmas de alguns poemas
devoro-os como se fossem bula de remédio
e fico atento ao destino dado as suas prescrições
redobro o cuidado em sua administração
e ainda mantenho sua conservação
respeito rigorosamente cada posologia, posto que já sabia do enunciado
para que assim eu evite as superdosagens, já ciente das contra-indicações
mas, apesar disso, dou-lhes plena liberdade de expressão
para que se desenvolvam de forma livre
até mesmo, quando teimosos
insistem em querer atravessar mais precipícios
caminhando sobre a corda-bamba
“QUE ELES NÃO ME POSSAM LER”
mas, é que lá embaixo, eu, de olhos sempre abertos
e constantemente poesia, canção e emoção
estendo nuvens e espalho pétalas pelo chão
é que nesta travessia não há rede
apenas um tênue fio, invisível e já deteriorado
que valentemente, ainda sustenta
toda essa não conformação

sábado, 17 de janeiro de 2009



Muito antes de brincar com as palavras, eu já brincava de fazer entalhes, e foi assim que meu irmão deixou este presente poema de presente no meu coração.

Por falar em poema, antes deixo aqui um poeminha meu para não perder o costume...
E é assim de maneira tão simples e pequenina, que tento mensurar o que por já tão imenso, nem mais tamanho tem...

Céu e Mar

Dentro de mim
Há tanto azul, mas tanto azul
Que durmo céu e acordo mar...




Obrigado mano Cacinho( Blog Animações) por ter me iniciado nesta outra arte. Valeuuuu...
Obrigado mano Edu pelas palavras, pelo mar e pelo céu de tantas inspirações.

Ando precisando fazer uns entalhes, ando precisando rever este meu brinquedo...


Entalhes

No entalhe de madeira dorme um nativo
Sob o sombreiro, num pardieiro
E a seu lado em silêncio o violão

Um casario sombrio de ruas estreitas
Vazias imperfeitas
Retrato da própria solidão

E lá de um mar de cedro
Barcarola a vela
Vela o meu cantar

Vernizes, lixas e ceras
Cinzel, martelo e formão
É assim que se expressa meu irmão

No entalhe de madeira dorme um nativo
Sob o sombreiro, num pardieiro
E a garrafa vazia jaz no chão

No galho forte da aroeira
Pousa encantada a ave emplumada
Caçadora da nossa emoção

E lá de um mar de cedro
Barcarola a vela
Vela o meu cantar

Vernizes, lixas e ceras
Cinzel, martelo e formão
É assim que se expressa meu irmão

Vernizes, lixas e ceras
E um céu de inspiração
Assim ele desvenda o coração

Eduardo Toribe

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


Travessia
(Titulo em homenagem ao Milton Nascimento...rss)

Que a travessia do tempo
não seja longa e nem interminável
que possa ser ao menos mais presente
mesmo durando o estritamente necessário
que eu nunca ouse julgar sua inconsistência diante dos fatos
e muito menos ressuscitar meu velhos poemas

Que na miragem dos olhos
as imagens possam se tornar mais tangíveis
que não sejam apenas refletidas em sonhos
e nem fiquem presas no campo das impossibilidades
que possam cativar o futuro com realizações
e assim não abusar dos já intrínsecos argumentos

Que os roteiros possam ser alterados
as cenas repensadas e refeitas dentro da alma
para que assim os breves momentos renasçam
e sejam acolhidos, carinhosamente
num recipiente quase mágico
chamado felicidade...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


OLá pessoal, mais uma parceria com o mano Edu que virou canção, que aliás, gostei muito...um abração na alma de todos...Valeuuu...


Palavras

Se nem da palavra me isento
da rima, da flor, o momento

Sendo assim me concedo poemas
escritos, reversos, dilemas

Se tens do que prova meus olhos
sentidos, minha pele, meus poros

Sendo assim me torno sensato
linguagem, essência, meus atos

Se nem dos meus versos entendo
letra, canção e argumento

Sendo assim me percebo abstrato
deserto, miragem, de fato

Se tens imperdível o agora
certeza, razões de outrora

Sendo assim me sinto abandono
vento, folha e outono

Se nem da palavra sem medo
destina, culmina o segredo

Sendo assim me permito na alma
silêncio, ternura e calma


Elcio Tuiribepi
Edu Toribe

sábado, 10 de janeiro de 2009


METAMORFOSE DAS LÁGRIMAS

SE POR ACASO ENCONTRAR COM A TRISTEZA
E ESSA TRISTEZA REPENTINA LHE CHORAR
RECOLHA CADA LÁGRIMA E TRANSFORME-AS
DÊ A CADA UMA DELAS A INCUMBÊNCIA DE UMA LETRA
DEPOIS COM CALMA FAÇA DELAS LINDAS PALAVRAS
AÍ ENTÃO TRANSPORTE-AS PARA A ALMA E O CORAÇÃO
PRA QUE LÁ POSSAM RECOLHER OS SENTIMENTOS
E ASSIM JÁ POSSUÍDAS PELA TUA ESSÊNCIA
POSSAM SE TRANSFORMAR EM FRASES CARREGADAS
DE EMOÇÃO
PRA QUE A PARTIR DAÍ, DESTAS FRASES, POSSA FLUIR O
AMOR
E DESTE AMOR POSSA NASCER A POESIA
E DESTA POESIA BROTAR O QUE ESTÁ EM TI
PRA QUE ASSIM VOCÊ DESABAFE NOS VERSOS A TUA
TRISTEZA
DESMANCHANDO TODA A MÁGOA QUE AINDA EXISTE
DESFAZENDO TODO O PRANTO QUE AINDA INSISTE
EM SER DA ALMA AO MESMO TEMPO ALEGRE E TRISTE
AO SER DE NÓS UM TANTO AMARGO O DEDO EM RISTE
PRA QUE AGORA POSSA ENTENDER QUE NÃO TEM JEITO
OS CAMINHOS JÁ VIVIDOS QUE NÃO VOLTAM
PRA QUE AGORA SE REFAÇAM AO SURGIR EM PAISAGENS
NOVAS TRILHAS NUNCA ANTES PERCORRIDAS
NOVAS ESTRADAS EM QUE O SOL SEJA PARTILHA
EM ALGUM CANTO NAS MANHÃS DE NOSSAS ALMAS

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009


CAMINHOS DA ALMA

NOSSOS PASSOS SÃO COMO PENSAMENTOS
CAMINHAM EM SILÊNCIO PELOS CAMPOS DA ALMA
VAGUEIAM LIVRES POR ENTRE OS SENTIMENTOS
DESCOBRINDO SEGREDOS GUARDADOS NO TEMPO
NOSSOS PASSOS SELAM A ESTRADA SEM FIM
VIAJAM EM COMUNHÃO PELA ESSÊNCIA DA VIDA
ENFRENTAM SEM DESATINO E SEM DESESPERO
OS DIAS E AS NOITES QUE COLHEM DO TEMPO
NOSSOS PASSOS ENCONTRAM SEM MEDO O FUTURO
OBSERVAM NO TEMPO O PASSADO E O PRESENTE
RESISTEM ÀS SURPRESAS DO PRÓPRIO DESTINO
RESGATANDO NA ALMA O DESEJO PERDIDO
NOSSOS PASSOS FLUTUAM EM SONHOS
MUITO ALÉM DO QUE SE PODERIA IMAGINAR
E SINTO QUE PODEMOS ATRAVÉS DELES
IR ALÉM DO QUE A RAZÃO INSISTE EM NÃO QUERER
IR PRA UM LUGAR QUASE DESCONHECIDO
AINDA NÃO TOTALMENTE DESBRAVADO
ONDE RESIDE E CANTA A ALMA
ONDE A VIDA AINDA CORRE E PULSA
TÃO AUDAZ NOS CORAÇÕES
QUE ATÉ SORRI
A PRÓPRIA SINA

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Numa brincadeira de amigo invisível, tirei o poeta Marcelo Marques e dei a ele este poema...Foi legal participar, receber e retribuir com o mesmo carinho e respeito com o qual fui presenteado pelo Max com um poema que já postei aqui...Um abraço na alma de todos...Valeuuuu galeraaaaaaaa!


Para um poema chamado Marcelo Marques

Fui buscar nos poemas
Algo mais sobre a vida do tal poeta
Sua personalidade, seus gostos e suas raízes
Sendo assim, descobri família, amigos, alegrias, versos soltos
Imagens e alguns escritos
Logo, nasceu a admiração
Então em busca de uma saída
Raptei o teu poema por alguns segundos
E te parafraseei a alma
Por isso te pergunto... Quem tu és?
E defino: és muito mais do que comum ou incomum, com certeza
Assim como nós, és também fragmento
Parte gente, parte poema
No entanto, pessoa...assim como Fernando e como Drumond
Aliás, com quem te vi trocando idéia em Copacabana
Você é gente, filho, cidadão, poeta, pai e muito mais
Portanto, se faz plural diante a vida
Professor, aluno, esposo, amigo e aprendiz
Humano e sensível em sua trajetória de tantas sextilhas e septilhas
Vai Marcelo, abraça suas sílabas poéticas
E segue ao encontro de suas palavras
Eu que antes era apenas um amigo invisível
Agora me faço por intermédio da poesia
Um amigo quase tangível
Prazer te conhecer... do agora amigo quase visível...

Elcio Tuiribepi

sábado, 3 de janeiro de 2009

Olá pessoal estou deixando hoje aqui dois selos que representam a minha amizade e a retribuição do carinho aos amigos Tossan,Serena,Tatiana e a Esther, que gentilmente concederam selos ao meu blog, desde já agradeço e ofereço a vocês um pedacinho do meu Verseiro. Valeu Tossan pela confecção do selo Verseiro...obrigado pela amizade e carinho...
Ofereço também a todos que por aqui passarem como forma de amizade...basta colher e replantar em seus respectivos blogs...rss
Um grande abraço na alma de cada um...Elcio





O TEMPO QUE NÃO PERDI

NÃO RASGUEI MINHAS PALAVRAS
MUITO MENOS O QUE SINTO, RASGUEI APENAS O PAPEL
RASGUEI UM TANTO DA MINHA ANSIEDADE
RASGUEI NA VERDADE O QUE NA VERDADE AINDA ME INSISTE
RASGUEI, AMASSEI E JOGUEI NO LIXO, APESAR DO MEU PENAR
FORAM NA PRIMEIRA COLETA DO DIA, JUNTO COM AS SOBRAS,
UM POUCO SUJOS, MAS COM VERDADES BIODEGRADÁVEIS E SINCERAS.
TALVEZ VIREM RESTOS NUM AMONTOADO DE DESCARTÁVEIS
MAS QUEM SABE ALGUÉM NÃO OS ENCONTRA
E OS REFAÇAM COMO SE FOSSEM UM QUEBRA-CABEÇA
REVIVENDO E APRENDENDO COM ELES OS MEUS DILEMAS
TOMARA QUE ALGUÉM ADOTE MINHAS PALAVRAS
MESMO SEM SABER O QUE NA VERDADE SINTO
E TRANSFORME EM SEUS OS MEUS SENTIMENTOS
PARA QUE POSSA COLHER NELES A NATUREZA DA MINHA ALMA
COM A MESMA SIMPLICIDADE NA QUAL FORAM GERADOS
PRA QUE POSSAM TRANSFORMAR O QUE HÁ EM SUA VOLTA
NUMA REALIDADE MUITO MAIOR DO QUE A VÃ ESPERANÇA
NUM ENCONTRO DE SENTIMENTOS TRADUZIDOS NO SILÊNCIO
NÃO FEITO DE SOLIDÃO, MAS DA INSPIRAÇÃO QUE HÁ NO CORAÇÃO DE CADA UM
POIS O TEMPO QUE GASTEI PARA TRADUZI-LOS EM PALAVRAS NÃO FOI PERDIDO
POIS MESMO AGORA SEM TÊ-LO DE VOLTA
A VERDADE É O QUE FICOU
NÃO NO TEMPO, NEM NA FOLHA, NEM NA POESIA,
MAS NO ÂMAGO SILENCIOSO E ADORMECIDO DE MINHA ALMA
ESTA QUE ME INSPIRA SEMPRE SORRIDENTE E AFLITA,
A QUE CHORA E RI SEM TER FRONTEIRAS
EM FARTOS DESCONSOLOS E SORRISOS DESMEDIDOS
ENVOLTA NA ALEGRIA E NA DOR DE MEUS INTERNOS E ETERNOS
SENTIMENTOS.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Eu, folha


Bom...quem dera eu pudesse as vezes ser folha...rs
Feliz Viver Novo para todo mundo...


EU, FOLHA

ÀS VEZES QUERO SER FOLHA
PRA SER LEVADO PELO VENTO
SEM DESTINO, COLHENDO PAISAGENS
NUM BALANÇO SUAVE E SERENO
ATÉ POUSAR NUM RIO
E SEGUIR SEM PRESSA
AO ENCONTRO DO MAR