sexta-feira, 29 de maio de 2009

O princípio do sentir




Olá pessoal...semana que vem começam a pipocar provas e trabalhos a serem defendidos...
Por esse motivo vou dar um tempinho, pois além disso ainda tenho duas provas que acabei não conseguindo fazer no primeiro bimestre, vou ter que me virar do avesso e conciliar trabalho e estudo...
Mas, as férias chegarão logo...rsrs

UM ABRAÇÃO NA ALMA DE CADA UM...



O princípio do sentir


O sentimento não se prende ao entendimento prático
Aos métodos, as fórmulas ou a qualquer outra teoria
Muito menos se admite apenas mero espectador
Já que não destina solução para quem tanto sente
Assim tão densamente a ternura concedida
Assim tão sutilmente a candura recebida
Não porque julgue ou renegue outra forma de existência
Mas sim porque isso reúne todos os princípios do sentir
Significado nas palavras, nos atos e na partilha do coexistir
Pois querer menos seria abdicar do que a vida nos oferece de melhor
E assim adormecer perene sob o sem graça da comodidade
Onde todas as chances abstratas se solidificariam intransponíveis
No concreto obsoleto da previsível aceitação

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sem titulo


Ando distante do meu mundo
daqui onde nunca estou
ando perdendo palavras
e verbalizando silêncios dentro da alma
é que não sei guardar o que não digo...do que eu não sou...

domingo, 24 de maio de 2009

Percepção





Percepção

Percebo com a isenção dos que nada mais esperam
E pelo muito que sei, quase tudo pondero e compreendo
Tal qual a criança descalça e com fome
Que não guarda ressentimento e nem rancor
É que no cansaço da eterna viagem
Descobri que nunca me souberam
Pois quando fui água, não me beberam
Já quando fui terra, plantaram
Porém, pouco colheram
Hoje me encontro poema
Mas nem assim, eles me lêem
No entanto, há de se ter uma razão
É que talvez eu não me tenha dado a leitura
Sendo assim, também não me soube
Saber dos que não me souberam...ou não...ou sim...ou não...


Pataquerapiu!!! Vai entender...rsrsrs...



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tacitamente explícito


Fala galera, mais uma canção num poema que ficou tortinho para encaixar a melodia...valeuuuu...Um abraço na alma...


Tacitamente explícito


Sou um pouco tácito
Nesse meu explícito

O meu não é cético
De sentires ácidos

Tudo em mim é afecto
E um tanto cíclico

Tenho um lado hídrico
E outro circunspecto

Visto versos críticos
Em minh’alma cálida

Sonho sonhos híbridos
E uma ternura sólida

Abraço rimas lúdicas
Num sentir que é mágico

Meu abalo é sísmico
E o despautério é cósmico

Tudo em mim deságua
Vento, chuva e emoção

Em meus olhos d’água
Eu afogo a razão

domingo, 17 de maio de 2009

Incompletudes e descompassos


Incompletudes e descompassos

Há de se ter à dúvida a inocentar-me a pele
E a intercalar-me na inquietude dos meus poros
Posto que a intensidade que me arde é tão confusa

Há de se ter à explicação do que não me navega
A decifrar-me impar nesse mar de incompletudes
Tanto quanto a falta que me falta e não transcende

Há de se ter o riso sempre assim tão mais urgente
A ponderar-me na incerteza quase sempre itinerante
Do já esperado inalterado descompasso consciente

Há de se ter um amanhã não só de cores e esperanças
A suprir-me da memória que me ronda tão aflita
Nessas águas navegadas no silêncio que me habita

Há de se ter um amanhã bem mais azul
A preencher-me de céus, mares e oceanos
Nessa terra, nesse chão, que me acolhe

terça-feira, 12 de maio de 2009

Porque nada mais quero, senão querer



Ainda enrolaaaadoooo...mas, uma hora apareço...boa semana para todo mundo...
Um abraço na alma...

Porque nada mais quero, senão querer

Tudo se dá como previ
E não posso trocar a superfície
Por um infinito mais fundo
Porém, continuarei inventando poemas
No prenúncio do ausente sentido
Pois mesmo que minh’alma nada aprenda
Na incerteza que não me ausenta
Não deixarei sucumbir meus sentidos
Em prol das razões que a serenidade apresenta
É por isso que sendo assim, vendaval e ventania
Nada mais quero, senão querer
E por mais inacessível que me sejam os ventos
Não esquecerei o instante que foi breve
E nem farei dele uma pequena lembrança
Pois nele fui meu todo
Ele é que não me coube
Dentro do seu pouco

sábado, 9 de maio de 2009

GRÁVIDO

Olá pessoal, desculpa a ausência, mas, nada mais nada menos que 9 trabalhos para serem entregues até o dia 06 de junho. Pedreira...rsrs...mas hoje quero tirar o atraso.

Grávido foi feito para um homem...calma...não é nada disso que vocês estão pensando...
Em meu trabalho conheci uma colega que passou por uma grande provação na vida, perdeu seu dois filhos ainda muito novinhos devido a uma doença rara. Um com 11 meses e o outro com um ano e quatro meses.
Ao conversar com o esposo dela, ele me disse assim meio que brincando que não queria engravidar mais, que tinha medo da dor, da saudade e da paixão que tudo isso ocasionou dentro deles. E me falou isso com humor, mas de certa forma para segurar a lágrima e a emoção...para disfarçar o sentimento. Um dia eles me mostraram fotos, as roupas dos bebês e tudo que de certa forma os fazia sentir a presença dos filhos perdidos.
No segundo filho venderam quase tudo que tinham em busca da cura, mas em vão...
Venderam carro, ele abandonou o emprego para pegar o FGTS, venderam também uma outra casa que tinham...enfim...tentaram de tudo.
Hoje de vez em quando encontro com eles, a vida seguiu...ela quer engravidar, pois tem uma força enorme dentro da alma, ele ainda tem receios...bem...GRÁVIDO nasceu assim, numa conversa, enquanto eu trabalhava, eu ia escrevendo ao mesmo tempo...pois a emoção não saía de mim. E eu precisava escrever...

FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODO MUNDO, AFINAL TODOS NÓS TEMOS UM POUCO DE MÃE DENTRO DA GENTE...


Domingo, 17 de Agosto de 2008

Omkari Panwar, a mãe mais velha do mundo, dá a luz a gêmeos aos 70 anos








GRÁVIDO

ENCONTREI NOS PORÕES DA ALMA
UM BAÚ REPLETO DE SENTIMENTOS
E DENTRO DELE UM RELICÁRIO
CONTENDO AS RETICÊNCIAS
DE MEUS VERSOS INACABADOS
NUM CANTINHO ESCONDIDO
UM APANHADO DE PALAVRAS
DESORDENADAS E SEM SENTIDO
QUE AGITAVAM MEU AFLITO CORAÇÃO
ENQUANTO QUE SUBMERSOS NA POEIRA
AINDA SOBREVIVIAM SUFOCADOS
MEUS PONTOS DE INTERROGAÇÃO

JÁ NO SÓTÃO DE MINHA ALMA
CONTOS E POEMAS ENGAVETADOS
IAM SENDO CARINHOSAMENTE AFAGADOS
PELAS MÃOS DA MINHA IMAGINAÇÃO
ENQUANTO RESTOS DE RIMAS IMPACIENTES
SUSPIRAVAM MEIO QUE PERDIDAS
A PROCURAR PELA PRÓPRIA ILUSÃO
JÁ QUE REFÉNS DAS MINHAS ENTRANHAS
FECUNDAVAM EM MIM SONHOS E DESEJOS
COMO SE POSSÍVEL AINDA FOSSE
ENGRAVIDAR-ME NOVAMENTE
DA SAUDADE E DA PAIXÃO








ESTA É UMA DAS MELHORES MÃES DO MUNDO, ASSIM COMO A DE VOCÊS TAMBÉM...RSRS

UM ABRAÇO NA ALMA...VALEUUUUU...FELIZ DIA DAS MÃES...

terça-feira, 5 de maio de 2009



UM DOS PRIMEIROS POEMAS QUE POSTEI...FALTA DE TEMPO, FALTA DE POEMAS NOVOS...RSRS
MAS, TEM DOIS AINDA NO FORNO DA ALMA... QUASE PRONTOS...
UM ABRAÇO NA ALMA...BOA SEMANA PARA TODO MUNDO...


METAMORFOSE DAS LÁGRIMAS


SE POR ACASO ENCONTRAR COM A TRISTEZA
E ESSA TRISTEZA REPENTINA LHE CHORAR
RECOLHA CADA LÁGRIMA E A TRANSFORME
DÊ A ELAS A INCUMBÊNCIA DE UMA LETRA
DEPOIS COM CALMA FAÇA DELAS LINDAS PALAVRAS
AÍ ENTÃO AS TRANSPORTE PARA A ALMA E O CORAÇÃO
PRA QUE LÁ POSSAM RECOLHER OS SENTIMENTOS
E ASSIM JÁ POSSUÍDAS PELA TUA ESSÊNCIA
POSSAM SE TRANSFORMAR EM FRASES CARREGADAS DE EMOÇÃO
PRA QUE A PARTIR DAÍ, DESTAS FRASES, POSSA FLUIR O AMOR
E DESTE AMOR POSSA NASCER A POESIA
E DESTA POESIA BROTAR O QUE ESTÁ EM TI
PRA QUE ASSIM VOCÊ DESABAFE NOS VERSOS A TUA TRISTEZA
DESMANCHANDO TODA A MÁGOA QUE AINDA EXISTE
DESFAZENDO TODO O PRANTO QUE AINDA INSISTE
EM SER DA ALMA AO MESMO TEMPO ALEGRE E TRISTE
AO SER DE NÓS UM TANTO AMARGO O DEDO EM RISTE
PRA QUE AGORA POSSA ENTENDER QUE NÃO TEM JEITO
OS CAMINHOS JÁ VIVIDOS QUE NÃO VOLTAM
PRA QUE AGORA SE REFAÇAM AO SURGIR EM PAISAGENS
NOVAS TRILHAS NUNCA ANTES PERCORRIDAS
NOVAS ESTRADAS EM QUE O SOL SEJA PARTILHA
EM ALGUM CANTO NAS MANHÃS DE NOSSAS ALMAS

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Um tanto folha, um tanto água


Um tanto folha, um tanto água


Penso no sentido que dou as coisas
E o meu sentir é inexplicavelmente simples e composto
De corpo, alma e coração
Por isso me defino gente, pessoa
No suposto mais humano da palavra
E por ser assim um tanto folha, um tanto água
Não me protejo dos ventos
E nem me afasto do fogo
Porque um me eleva e assim me ausenta os pés do chão em alguns momentos
E o outro intrínseco, me arde, instigando a chama que nunca apaga
Diante o chamamento constante das coisas que me habitam
Por isso às vezes as palavras me inundam involuntariamente
E nem mesmo assim me afogo
E nem mesmo assim, eu mato por inteiro a minha sede
Pois ainda grávido de mim mesmo
Trago em mim a querência adulta, mas com a sensitividade de um menino
É que tenho a alegria, o sorriso e os olhos sempre marejados de emoção
É que tenho a essência, a lembrança, o ruído dos dentes e a fragrância na pele
Dentro dessa imensidão que me faz ser pleno de sentimentos
Porque se cor tem perfume...
O que sinto e exalo...é azul