domingo, 29 de novembro de 2009

O sentido anônimo consentido das palavras


Olá pessoal, ontem foi a apresentação do TCC, estou livre dele...rsrs...agora só faltam umas provinhas para que eu possa dar um descanso ao Tico e ao Teco, pena alguns amigos ainda não terem conseguido, a choradeira foi geral...mas eles vão ter mais uma chance e com certeza tudo irá dar certo, assim espero, de coração, pois foi duro ver o desapontamento e a decepção deles depois de tanta correria...

Então, para comemorar, nada de exageros ainda, vamos aguardar os outros para comemorarmos juntos, isso é solidariedade. Por enquanto, apenas algumas tulipas deste refresco de cevada e malte para matar a sede e a tensão pré TCC, já que no calor este puro suco desce como se fosse uma cervejinha...rsrs...tim...tim

Saudade de todos...um abraço na alma e um poeminha para não perder o costume, a vida segue...com a gente seguindo junto enquanto ela ainda habita em nossa alma...valeuuuuu




O sentido anônimo consentido das palavras

Lá está o poema
Nem bem eu abro os olhos e ele me acena
Assim sem pedir permissão
E ainda por cima aparentando uma fome surpreendente
Então, cumprimenta-me com ares de quem não se sabe
Assim, tão repleto de possíveis peles e bocas
E tão intenso de sensíveis escritas
Que nem me cabe mais
Querer compreender o sentido anônimo que concedo as palavras
Por isso acolho a voz que me vem de dentro
E me assumo constantemente paciente
Multi-gente, multi-vida, multi-arte e multi-alma
Diante as estações passadas, que só agora, finalmente compreendo
E juro, solenemente a olhos vistos
Que só faço isso para que numa eventual perda consciente
Não seja irrevogável a palavra expectativa
Pois permanentemente indefinido
O poema dança livre em meus olhos
Escapulindo súbito pela tangente
Já eu, apenas danço e canto o canto da cumplicidade
Recolhendo as pétalas que ficaram pelo caminho
E desejando que todas as flores de ontem
Permaneçam azuis
Mesmo estando ausente
A presente primavera




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Opções remanescentes de um outubro quase transparente

http://www.youtube.com/watch?v=xwyZKQqoEvc

Olá pessoal, o TCC está pronto, porém ainda falta defendê-lo. Isso sem falar das provas, outros trabalhos ainda pendentes, portanto, saio de fininho e quando tudo terminar, com certeza volto com mais calma.
A quem votou e ajudou divulgando o poema “Coisa de Pele”, o nosso obrigado, valeu mesmo...Eu, Cacinho e o Edu, agradecemos...de coração e alma...
A quem ainda passa por aqui apesar da minha ausência, o meu obrigado pela amizade e compreensão...
Saudade de interagir com a galera, mas o dever me chama.
Em dezembro estou de volta...fim da correria.
Um abraço na alma de todos, um beijo e um queijo...valeu...

Elcio Tuiribepi


Opções remanescentes de um outubro quase transparente

Acredito que eu não seja outro, senão eu mesmo sem querer
Feito o dia ao despedir-se da noite com a certeza que me leva
Assim clarividente, sem almejar recordar do suposto futuro
E talvez seja por isso que eu entenda já não compreendendo
As inquietudes adornadas que enfeitam meus silêncios
É que acredito que seja humano todo esse inevitável parecer
Tão humano que considera qualquer coisa que também o seja
De alguma forma mais humana que a própria existência humana
Tanto que às vezes sublima e se vê sem ao menos perceber
Ou se percebe, o faz sem querer, devido a sua compreensão inalterada
Ainda bem que a verdade que ora me confunde e atormenta os olhos
Também faz transbordar em minha alma uma correnteza
Que inunda em pensamentos desconexos a minha outra sede
Portanto, nunca deixo de amanhecer água e de súbito
Um quase todo que ainda me inocenta das fontes cristalinas que se foram
Porque apesar de tudo, em meu leito correm vagas transparências
Que ainda me levam como folha ao encontro do mar
Por isso não me prendo e nem me iludo com o inesperado
Pois ele na verdade era o mais esperado de todos
Prefiro então lembrar do agora e desse transitório
Que de tão permanente, não se desfaz
Sendo assim, absorvo conclusivo, a realidade ilusória dessa paisagem poética
Pois não existe a possibilidade de encontrar respostas convincentes
A não ser em mim mesmo, ainda agora neste breve instante
Já que acordar para a realidade, só não o faz, quem assim não deseja
Portanto, que a clareza continue pétala por pétala a me descer dos olhos
Clareando em mim a mais intrínseca concepção
Sobre as mais relativas nuances da vida
Isso sem contar com o replantio anônimo dos grãos
Que se encontravam perdidos nos desvãos submersos de ontem e de hoje
Por isso me rendo aos sinais vermelhos de outubro
Pois de fato, setembro me arrebanhou anseios insensatos
Fez renascer primaveras e tudo o mais que havia a sua volta
Mas agora chegou a hora de recolher as flores, suavizar as tempestades
E acalmar as ventanias que me rondam
Sendo assim, só me resta mergulhar para dentro de mim
Rebuscando nas palavras o ponto mais sensato de todos os pontos
E assim fazer adormecer algumas de minhas mais reticentes reticências
É que de tanto me indagar sobre as minhas próprias interrogações
Acabei ficando sem argumentos sustentáveis
Perante esta insólita e eventual desarmonia organizada
Pois todo este quase ainda é muito, muito pouco
Para que eu compreenda o sabor do inatingível
Portanto, que a primavera continue flor
Florescendo, cativando e encantando
Os olhos, o coração e a alma
De toda a nossa gente