quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Procurando um vídeo para incluir numa palestra que vamos dar direcionada aos pais, encontrei este, mesmo sem escutar o som, achei a mensagem interessante...porém, depois que escutei a canção, tive a certeza quanto a escolha...emocionei, arrepiei...pois o conjunto da obra ficou perfeito para o pretendido...
Compartilho com vocês...
Um abraço na alma...



Dr. Carlos Hecktheuer- médico psiquiatra


PAIS MAUS

"Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães, eu hei de dizer-lhes: -
Eu os amei o suficiente para ter-lhes perguntado aonde vão, com quem vão, e a que horas regressarão.

- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar os doces que tiraram do supermercado, ou revistas, do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: "Nós tiramos isto ontem, e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o meu desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para lhes dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até me odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci... Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:

"Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistiam em que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade, e apenas a verdade.

E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos até os 16 para chegar um pouco mais tarde; e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos, ao voltar).
Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubo, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por crime algum.

FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!

Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos PAIS MAUS, como eles foram".

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:

NÃO HÁ PAIS MAUS O SUFICIENTE!

9 comentários:

  1. Muito legal esse texto e o vídeo bem achado...abraços,lindo fds,chica

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  2. Estive lendo essa mensagem ontem, excelente.

    Bom fim de semana Élcio.

    beijooo.

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  3. Elcio, recebi essa mensagem há algumas semanas atrás de uma mãe tão "má" quanto eu! E, para cada "maldade" dessas que fazemos, vemos brotar em nossos filhos a consciência de seu lugar no mundo, o respeito ao próximo, suas responsabilidades, enfim, tudo aquilo que nós, "maus pais" tentamos passar para nossos filhos! Um grande abraço, Deia.

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  4. Oi Elcio,
    Como já havia dito,bingo!
    abraço urso panda cheio de boas energias,sempre!
    grgrgrgrggrgr
    bjo
    Mari

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  5. Meu amigo

    Hoje passando para oferecer o meu selinho de 2 anos de blogue, feito com o carinho das vossas palavras e com a amizade dos vossos comentários, que me enchem o coração de calor.

    Beijinhos
    Rosa

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  6. Élcio,lembro, aos dez anos, meu pai sem vício de cigarro ou bebida, soube, através de um vizinho, que eu havia fumado. Então ele pegou a carteira de cigarro e acendeu todos os cigarros e me disse, da próxima vez que eu souber que vc fumou, eu enviarei todos os cigarros em sua boca, pelo lado acesso. Conhecia-o muito bem para saber que suas ameaças eram cumpridas. Ele foi um excelente pai mau. Abçs.

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  7. Oi Mari...é vero...esse, mais o vídeo da mãe mexicana emocionam mesmo...
    Um abraço na alma...bom fim de semana
    Beijo

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  8. Concordo muito : acho uma calamidade abdicar do dever de educar em nome de uma "amizade" que descaracteriza a relação essencial entre pais e filhos.

    Gostei.

    =*

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  9. Olá!

    É sempre mais difícil ser um pai mau, tenha certeza... Assim como é sempre mais difícil fazer a coisa certa...

    Como professora, tenho convivido diariamente com pais que deixam a educação dos filhos totalmente a cargo da escola. E a ausência da família em seu papel primordial vem mostrando suas consequencias, infelizmente...

    Um beijo e ótimo fim de semana!

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Semeando