sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O diário de uma leitura não silenciosa

O diário de uma leitura não silenciosa
(com direito a suco de laranja)
Era de manhã bem cedinho
Quando a página de número vinte e cinco
Resolveu narrar os segredos da mulher ingênua
Que engolia dragões para reflorestar seu útero
Enquanto que a meu lado, um casal de idosos
Ouvia disfarçadamente as palavras inéditas
Que ora iam sendo proferidas
Por este que agora vos fala...
É que a prosa prosseguia toda prosa e em voz alta
Dando vida neste instante ao escrito da página vinte e sete
Ao significar com preciosismo, a Balada do Allegro Suicida
Que embalada, embalava minhas cordas vocais
Tanto que cogitei beber um suco de laranja
Para suavizar a sequidão da garganta
Pois o Sol, sem parcimônia, nos concedia seus raios matinais
Clareando a vida e também as minhas idéias
Por isso, eu precisava com urgência de algo para poder escrever
Já que eu desejava anotar as idéias que me nasciam
Portanto, marquei cuidadosamente as páginas que falavam sobre os anjos e os poetas bélicos
Com a bucólica ajuda de uma folha solidária, que solitária, caíra da amendoeira
E então parti, passos largos, em busca da minha urgência
Mas e o papel? Indaquei...
Ah...creio que não será mais preciso...pensei sorrindo
A contra-capa, contracenaria contrariada
Confabulando com as minhas fábulas cotidianas
Que se abraçavam à enigmática gramática da Palmeira
Sendo assim, as palavras continuariam mergulhando secas na minha sede
E embriagando-me com suas trajetórias reais e ilusórias
Ainda bem que me chegou o açúcar
Já que havia passado da hora de fazer agonizar o gelo
Na cumplicidade inalterada do puro suco da laranja
Mas por um momento acabei viajando no pensamento
E fui tão além, que usei o lápis ao invés da colher para mexer o açucar
Por isso é bom saber da gente, tão além da gente mesmo
Corrompendo a ordem natural das coisas
De tal maneira, que sorri meio sem jeito
Diante a minha incorrigível distração
Mas não é que assim, quebrei de forma quase culta
As etiquetas e os costumes...
Fazer o quê? Azar o da colher
Que obsoleta em cima da mesa
Não soube interagir, com a essência cítrica dos meus sentimentos
Já que nem todo verso é feito a própria poesia
Como ela mesmo, a Palmeira, cita em uma de suas prosas
E ponto final...com reticências, gelo e açúcar...
Logicamente...

Um abraço na alma...beijo no coração de todos os amigos....
Boa sexta, bom fim de semana...

FÉRIASSSSSSSSSSSSS...TO DE FÉRIASSSSSSSSSS...RSRS...PUTAQUELAMERDAAAAAAA!!!

3 comentários:

  1. Oi,Elcio...
    Mesmo no repeteco,a escolha fica sempre show de bola!
    Fériasssssss,chutar o baldeeeeeee,não sonhar com a chefaaaa,bom né?!
    Olha pra mim,tá me olhando?
    TEM,TEM,TEM...
    Tronco... Mulekeeeeeee..
    Abraço urso panda grgrgrgrgrrgrgrgr,cheiinho de boas energias!!
    Bjo

    ResponderExcluir
  2. Élcio, torço imensamente que tuas férias seja regada de sucos, livros e escritas, e que no final, com a distração, você coma bastante grafite pensando que é uma barra de chocolate. Abçs.

    ResponderExcluir
  3. Gostei da página vinte e cinco.

    Um beijo, ótimas férias, muito suco de laranja com gelo pra ti.

    ;)

    ResponderExcluir

Semeando