terça-feira, 22 de novembro de 2011

DESCONECTE-SE PARA SE CONECTAR

Olá pessoal, primeiro quero agradecer aos que participaram da postagem anterior, foi muito legal interagir com cada um de vocês. 
Quero agradecer também a todos que mesmo eu apenas retribuindo aos coments ainda deixam aqui palavras de incentivo e carinho e dizer que compreendo os que talvez pelos mesmos motivos que os meus, também não o fazem...rs
A vida tá corrida...fim de ano chegando...daqui pouquinho as férias terminam, porque férias é assim...VOA...

Não estou me despedindo, mas sim dando um tempo um pouco maior que o de costume para poder resolver algumas coisas com menos correria...rs

Projetos , pessoas, familia, entalhes, niver da minha mãe chegando e surpresa sendo preparada para seus 80 anos, inclusive um livro que ela nem imagina que será publicado...rs...enfim...

Mas antes do fim do ano estou de volta para apresentar o livro da Dona Elzinha, meu irmão fez a capa, o Edu fez a orelha  eu o prefácio...e alguns amigos deixaram depoimentos na contra-capa.
Eu adorei, confesso que vamos judiar de forma muito boa do coração da Dona Elza...rsrs...mas ele aguenta...rs

Fiquem com Deus no coração e na alma...

Valeu gente....obrigado...e assistam este vídeo que é demais...vai ser usado nas palestras...muito show

Quando voltar retribuo a todos que por aqui marcaram presença de alguma maneira...

Um abraço...um beijo e muita saúde para todos nós...


Não é um vídeo porreta...super bem bolado né....valeu....xauuuu....beijooooooo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Observações poéticas acerca do beijo

















Beijo tem gosto de pão
De café com leite e poesia
Beijo tem sabor de utopia
Forjada na palma da mão
Tem leve frescor de hortelã
E um raro sei lá de ousadia


















Tem também aroma forte
Feito o perfume da maçã
Cura a dor e até anestesia
Os sintomas da febre terçã
Quando ameniza noite e dia
As lascivas paixões de Iansã
























Já o beijo molhado é assim
Feito um carinho acentuado
Tão viscoso quanto o cetim
É denso, louco e apimentado
E de tão ardente e encantado
Ele parece que não tem fim


























Existe beijo que é roubado
E fica assim todo assanhado
De tão saliente e empolgado
Porém, tem o beijo inocente
Posto que de tão apaixonado
Permanece assim abobalhado


























Tem beijo com gosto de cama
De sentimento correndo na veia
Deixa o perfume de quem se ama
E transforma a alma em candeia
Quando acende com sua chama
Os tenros desejos da boca alheia


























Já outros me lembram cinema
Rita Hayworth e Orson Welles
Clark Gable e Vivien Leigh
E o beijo que o Vento Levou
Porém, beijo também é dilema
Pra quem dele nunca abusou

















Mas acreditem...e é verdade!
Beijo tem textura de pêssego
De bruma viscosa e molhada
E de nada adianta o desapego
Pois ele é que nem emboscada
Seduzindo com seu chamego


























Porque beijar é feito à chama
Que reacende a própria lenha
A consumir do mesmo fogo
Sem que ninguém a detenha
Por isso tem sabor de incêndio
Que arde e queima sem cessar
Quando se entrega desenfreada
De tanto a gente se assanhar...






















Tem também o beijo nos olhos
Que expõe a ternura evidente
De quem dá e de quem sente
Esse afeto farto e envolvente
Tem beijo no rosto e no ventre
E tem aquele mais indecente
Que de tão assim veemente
Extravasa a libido da gente


























Mas beijo, beijo mesmo
Tem gosto de fruta no pé
Tem o frescor da mordida
E a candura de um cafuné
Parece uma brisa aquecida
Assim, repleta de saudade
Mas da saudade já morrida
Agora morta e falecida
De tanto se beijar

Elcio Tuiribepi

Este post enorme é para convidar a todos que por ventura tenham vindo me visitar a interagir com a postagem, no comentário se alguém quiser, peço que nos conte sobre seu primeiro beijo, aquele que só de imaginar as pernas tremeram, as mãos suaram e fizeram o sorriso brotar e a vida ficar mais leve depois do acontecido...aquele dado lá na sua infância ou adolescência...que te deixou com cara de pastel sem recheio...rs...convidem algum amigo ou amiga para participar também...rs...

Um abraço na alma e um beijo amigo em todos....valeu gente...bom fim semana para todos nós, com muita paz e amor no coração e saúde em dobro...valeuuu!!










domingo, 13 de novembro de 2011

25 anos do nosso time de Futsal


Comemorando os 25 anos de nosso time de Futsal...todos continuam iguais...alguns apenas deixaram crescer os músculos da barriga, alguns cortaram o cabelo em excesso, porém...nada mudou....rs...Valeu gente...foi bom alimentar a saudade, bater uma bolinha, sorrir, relembrar e jogar uma conversa dentro. 
Beijão procês...daqui uns vinte e cinco anos a gente repete...ou quem sabe semana que vem.
O céu as vezes não pode esperar...kkk    


“Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra.”

Mário Lago


Correu tudo sem probemas, alguns tiveram falta de ar, outros o coração acelerou além do normal, alguns outros a pressão foi na estratosfera, mas no final tudo deu certo...tomamos algumas doses de cervejota e tudo voltou ao normal, era apenas emoção...rs...mas confesso, eu estou todo dolorido até hoje....kkkkk...mas vivo...rs


"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo."
 Mário Quintana 



Quando reencontramos velhos amigos, não matamos a saudade, talvez sem saber, apenas a alimentamos ainda mais, pois não é que já estou com fome de relembrar esse dia.
Saudade é assim...quanto mais se alimenta, mais apetite ela tem...
Elcio Tuiribepi

Um abraço na alma de todos...bom feriadão...muita paz, amor e saúde...


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O diário de uma leitura não silenciosa

O diário de uma leitura não silenciosa
(com direito a suco de laranja)
Era de manhã bem cedinho
Quando a página de número vinte e cinco
Resolveu narrar os segredos da mulher ingênua
Que engolia dragões para reflorestar seu útero
Enquanto que a meu lado, um casal de idosos
Ouvia disfarçadamente as palavras inéditas
Que ora iam sendo proferidas
Por este que agora vos fala...
É que a prosa prosseguia toda prosa e em voz alta
Dando vida neste instante ao escrito da página vinte e sete
Ao significar com preciosismo, a Balada do Allegro Suicida
Que embalada, embalava minhas cordas vocais
Tanto que cogitei beber um suco de laranja
Para suavizar a sequidão da garganta
Pois o Sol, sem parcimônia, nos concedia seus raios matinais
Clareando a vida e também as minhas idéias
Por isso, eu precisava com urgência de algo para poder escrever
Já que eu desejava anotar as idéias que me nasciam
Portanto, marquei cuidadosamente as páginas que falavam sobre os anjos e os poetas bélicos
Com a bucólica ajuda de uma folha solidária, que solitária, caíra da amendoeira
E então parti, passos largos, em busca da minha urgência
Mas e o papel? Indaquei...
Ah...creio que não será mais preciso...pensei sorrindo
A contra-capa, contracenaria contrariada
Confabulando com as minhas fábulas cotidianas
Que se abraçavam à enigmática gramática da Palmeira
Sendo assim, as palavras continuariam mergulhando secas na minha sede
E embriagando-me com suas trajetórias reais e ilusórias
Ainda bem que me chegou o açúcar
Já que havia passado da hora de fazer agonizar o gelo
Na cumplicidade inalterada do puro suco da laranja
Mas por um momento acabei viajando no pensamento
E fui tão além, que usei o lápis ao invés da colher para mexer o açucar
Por isso é bom saber da gente, tão além da gente mesmo
Corrompendo a ordem natural das coisas
De tal maneira, que sorri meio sem jeito
Diante a minha incorrigível distração
Mas não é que assim, quebrei de forma quase culta
As etiquetas e os costumes...
Fazer o quê? Azar o da colher
Que obsoleta em cima da mesa
Não soube interagir, com a essência cítrica dos meus sentimentos
Já que nem todo verso é feito a própria poesia
Como ela mesmo, a Palmeira, cita em uma de suas prosas
E ponto final...com reticências, gelo e açúcar...
Logicamente...

Um abraço na alma...beijo no coração de todos os amigos....
Boa sexta, bom fim de semana...

FÉRIASSSSSSSSSSSSS...TO DE FÉRIASSSSSSSSSS...RSRS...PUTAQUELAMERDAAAAAAA!!!

domingo, 6 de novembro de 2011

POEMA DOS OLHOS VIRGENS

Um poema na medida para quem gosta de ler e cantar ao mesmo tempo...




Poema dos olhos virgens


Enquanto a verdade se esconde
Aonde
Registro a milhagem das palavras
Rasas
Sem lacre e sem algemas elas voam
Planam
Assim feito a pedra lançada no vazio
Sombrio
Fendas, rachaduras e escombros
Tombos
Aceito o corte, a ferida e as emendas
Oferendas
Da maneira mais humana e paciente
Consciente
Fecho a cicatriz e cauterizo a alma
Calma
Semeio o riso de forma permanente
Veemente
Planto a paz e os espinhos alforrio
Desafio
Hoje eu sei que as noites são escuras
Obscuras
E que o céu não é como a gente pinta
Sinta
Mas o que vale é crer nos meus sentidos
Ressurgidos
Vulcão cintilante de silentes humanismos
Sísmicos
Lá vou eu caminhando pela estrada
Madurada
Papo bom é poder jogar conversa dentro
Epicentro
Coração e alma são seqüelas do menino
Destino
Quem me dera unir a gentura da menina
Coralina
Com o fogo caustico da chama que desnuda
Neruda
Quem dera entender de todos os enredos
Segredos
Mas a hora é de partir e ir embora
Agora
Muita paz, amor, carinho e alegria
Poesia
Na alma um abraço e dois beijos
Queijo

Elcio Tuiribepi